quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Improvisações Brasileiras

A cpfl cultura apresenta nos meses de setembro e outubro a mostra Improvisações Brasileiras, projeto do artista plástico alemão Helmut Schippers, com curadoria da arquiteta Lilian Heitor. A mostra reúne obras que retratam o território brasileiro visto pelo ponto de vista de Schippers. Paisagens, estradas, cidades, pessoas, são os principais temas que o artista retrata em seus trabalhos.

Segundo Lilian, “Helmut Schippers nesta mostra genial provoca, através do uso incessante das cores e no contexto ‘geométrico-orgânico’, sucessivas pinceladas firmes, com espírito de autodeterminação e de liberdade de expressão espontânea em suas obras. As paisagens brasileiras, as estradas, as cidades e seus ícones de memória, são inesgotáveis meios de expressar diante da abstração a predileção pelos temas, uma escolha peculiar do artista”.

Neste projeto os intermináveis estudos de Schippers chegam à expressividade de uma obra madura. O artista já participou de várias exposições no Brasil, agora, seu objetivo é a integração de todos os pensamentos, resultando esta mostra menos preocupada com a realidade e mais focada na imaginação.

Foram escolhidas cerca de 30 obras do repertório de Schippers que possibilitem a leitura metafórica de resgate dos lugares que evidenciam, para ele, a cultura brasileira. As viagens que o artista promove, possibilitam-no guardar na memória pedaços desta experiência vivida, suas circunstâncias e sua contemplação. Trata-se de um objetivo intuitivo de reflexão que possibilita a integração de patrimônio histórico, de história dos caminhos traçados nas conquistas territoriais e com as artes plásticas. Não revelando a realidade absoluta, mas a imersão abstrata com símbolos que nos remetem ao conhecimento dos lugares de inspiração.

Sobre Helmut Schippers
O artista plástico alemão Helmut Schippers vem desenvolvendo um trabalho de resgate da memória dos lugares históricos por onde passa, em particular Paraty, onde atualmente possui seu ateliê. Com isso, propiciando o conhecimento do observador sobre a produção cultural regional. Sua pintura se destaca na forma de expressividade, com cores intensas e composição abstrata. Helmut já participou de várias exposições no Brasil e agora seu objetivo é a integração de todos os pensamentos e linguagens em um projeto menos preocupado com a realidade e mais focado na imaginação.

Improvisações Brasileiras (Helmut Schippers)

Curadoria: Lilian Heitor
Local: Galeria de Arte cpfl cultura em Campinas. Rua Jorge Figueiredo Corrêa, 1632 – Chácara Primavera.
Visitação: 09 de Setembro a 29 de Outubro.
Horário: de segunda a sexta-feira das 14 às 20h.
Informações: (19) 3756-8000 site http://www.cpflcultura.com.br/site/

terça-feira, 10 de agosto de 2010

A Última Estrada da Praia

Mostra Panorâmica
Festival de Gramado, hoje, às 14h15.

Em outubro de 2007, um grupo de loucos passou duas semanas no litoral gaúcho filmando o longa-metragem A Última Estrada da Praia, dirigido por Fabiano de Souza, co-autor do roteiro, juntamente com Vicente Moreno. Entre esses loucos, apaixonados por cinema, estava Marcelo Adams, dividindo a cena com Miriã Possani, Marcos Contreras e Rafael Sieg, em um road movie  tipicamente gaúcho. Agora, finalmente, o longa terá sua primeira exibição, no Festival de Gramado, na Mostra Panorâmica.

A estréia de A Última Estrada da Praia acontece nesta terça-feira, durante a 38º edição do Festival de Cinema de Gramado. O filme integra a programação da Mostra Panorâmica e será exibido às 14h15 no Palácio dos Festivais.

A película aborda um triângulo amoroso e tem como principal característica, além de ser livremente inspirado na obra “O Louco do Cati”, do escritor gaúcho Dyonelio Machado, a costura do roteiro de passar por diversas praias do litoral gaúcho, também a Trilha Sonora, organizada por Arthur de Faria, com um arranjo inédito de Nei Lisboa, da música de Belchior, “A Palo Seco”.

Com baixo orçamento, poucos atores e uma equipe enxuta A Última Estrada da Praia foi filmado em 15 dias, no sul do Brasil, e tem previsão de lançamento comercial nos cinemas apenas em 2011.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Sinfonia em Paris

Programação mensal da Associação Psicanalítica de Porto Alegre (APPOA), há seis anos o seminário O Divã e a Tela vem promovendo o diálogo entre a psicanálise e o cinema. A programação acompanha a temática de trabalho da APPOA de 2010: o Ato Analítico. A coordenação é dos psicanalistas Robson de Freitas Pereira e Enéas de Souza, editor da revista Teorema. Nesta sexta-feira, dia 16, às 19h, o filme em debate é “Sinfonia de Paris”.

Construído a partir de canções e composições de George e Ira Gershwin, o musical Sinfonia de Paris (An American in Paris) tem a assinatura do mestre Vincente Minnelli, um dos maiores nomes do cinema norte-americano. O filme conta a história de um ex-combatente da Segunda Guerra Mundial, agora pintor (Gene Kelly), que ama Paris e vive em Montmartre. Lá, ele conhece uma rica herdeira americana (Nina Foch), que deseja do pintor algo mais que seus quadros. Mas, ao saírem juntos pela primeira vez, ele se apaixona por uma vendedora de perfumes (Leslie Caron), que está noiva.

As sequências de dança são embaladas pela música dos irmãos Gershwin, que acentuam o caráter romântico do filme. O balé final possui 18 minutos de duração, tempo inédito para os padrões de Hollywood. Ele acontece quando o personagem de Kelly entra no mundo da fantasia em busca de sua amada, percorrendo locais familiares de Paris como a Place de l’Étoile, o Mercado de Flores da Madeleine, a Praça da Concorde e um café em Montmartre. São cenários que reproduzem e homenageiam os estilos de seis famosos pintores: Manet, Renoir, Utrillo, Van Gogh, Rousseau, Dufy e Toulouse-Lautrec. Sinfonia de Paris é considerado um melhores musicais de todos os tempos.

Local: Sede da APPOA (Rua Faria Santos, 258 – Porto Alegre)
Mais informações pelo telefone (51) 3333-2140